Apenas a carcaça de um homem,
É o que resta de mim agora,
Como se minha alma fosse embora,
Junto com as cores que agora somem.
As coisas, do meu controle, fojem,
Uma estaca, meu coração, empala,
Lágrimas escorrem pela minha cara,
Minhas razões, as emoções consomem.
De mim mesmo vem a trairagem,
Fere à quem você adora,
O próprio coração, ignora,
Do precipício chega à margem.
As dores que sinto, tudo, destroem,
Meu coração se tritura nesta hora,
Não sabe pronde vai, nem donde viera,
Sinto que um a um, os dias morrem.
Queria que definitivamente findassem
As horas dessa vida que me agoura,
Apague-me esse sol que não mais doura
A vida das pessoas que me amarem.
Não sinto mais as veias palpitarem,
Com a vitalidade que perdi outrora,
Condeno eu mesmo à masmorra,
Até mente e corpo pararem.
E quem sabe se um dia encontrarem
De mim o resto que restara,
Amarão-te sem saber naquela hora,
O meu sentimento que de mim vai além.
Estas lágrimas eu dedico à quem
Me amou sem saber quem eu era,
Me encontrou, decifrou minha alma inteira,
Do amor, foi muito além.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O
verdadeiro amor é um precipício convidativo!
Sinto
a distância se aproximando a cada hora que se segue,
Sinto
o calor congelando por entre meu coração vívido e inerte.
As
horas correm lentas durante esses minutos intermináveis,
A
eternidade é tão pequena para quem crê em promessas inefáveis...
...
Correntes
de ar frio molham a face de minha ternura,
Afagam
com suas garras invisíveis o que até então me manteve segura...
Como
presa a um cais avulso, perdido em meio ao dilúvio
Me
agarro a lembranças vazias que me abstraem do mundo.
Vivo
as horas presentes como se vivesse dias anteriores,
Desenhando
cada um de seus passos, detalhando á deriva cada um de seus ardores...
...
Seus
lábios me parecem distantes agora...
Teu
corpo, tua pele... Tudo em ti se esvai pra aonde desbravam-se as glórias...
A
infelicidade é tamanha que já não a sinto,
Pois
adormeces-te meus sentidos num desprazer sucinto.
...
Em
meio a este tênue silêncio vorazmente ensurdecedor,
Tento
acalmar minhas fúrias maçantes diante a um leito de terror.
O
que até ontem fora pitônicamente extremo,
Hoje
se definha em lamentáveis murmúrios turbulentos...
Se
o amor se descreve assim, tão envolto por tristezas e desgraças,
Peço
ao mundo que desprenda-se dele!!!
...E
sinta por fim a decadência das raças...
Com amor ou sem amor...
A vida será sempre uma intensa aventura.
Repleta de prazeres e desprazeres,
De paixões e ilusões,
De caos e tranqüilidade,
De guerra e paz!
A diferença é que vivendo de amor, você mantém-se cego...
Já sem ele...
Bem...
Essa é a grande injustiça...
Sem ele você não
vive!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Desabafo Sentimental
Foda-se o lirismo,
As rimas e a métrica.
Foda-se as palavras rebuscadas,
Buscadas e achadas.
Enfim foda-se tudo o que se tem por poesia.
Não quero saber se é bonito,
Deglutível,
Ou se faz sentido.
Não faço sentido,
Faço poesia.
Não quero saber
Se você gosta ou não.
Minha poesia é tosca,
Fosca.
É meu sentimento
Jorrando de minhas veias,
É bom se manchar,
Se você contrair minha doença,
Se fizer você sentir.
Não me analise!
Mas se resolver fazer,
Foda-se!
Não quero permissão para escrever.
Eu não penso nisso,
Não penso em nada,
As coisas acontecem,
As palavras são vomitadas da minha boca.
Minhas veias se rompem,
Tenho ataques de fúria,
De amor, etc.
Esses sentimentos...
Que são eles?
Nada.
Afinal quando os sente, eles não tem nome.
Eles apenas explodem,
Te tomam,
Te consomem,
Ai sim eles tem nome,
Eles se tornam você:
José!
Então, pela última vez:
Foda-se.
Liberte-se do que você espera de mim,
De todos,
Do mundo.
Nada faz tanto sentido
Que você possa saber oque vem pela frente.
Solte o volante,
Encoste no banco,
Pise no acelerador
Com os dois pés.
As rimas e a métrica.
Foda-se as palavras rebuscadas,
Buscadas e achadas.
Enfim foda-se tudo o que se tem por poesia.
Não quero saber se é bonito,
Deglutível,
Ou se faz sentido.
Não faço sentido,
Faço poesia.
Não quero saber
Se você gosta ou não.
Minha poesia é tosca,
Fosca.
É meu sentimento
Jorrando de minhas veias,
É bom se manchar,
Se você contrair minha doença,
Se fizer você sentir.
Não me analise!
Mas se resolver fazer,
Foda-se!
Não quero permissão para escrever.
Eu não penso nisso,
Não penso em nada,
As coisas acontecem,
As palavras são vomitadas da minha boca.
Minhas veias se rompem,
Tenho ataques de fúria,
De amor, etc.
Esses sentimentos...
Que são eles?
Nada.
Afinal quando os sente, eles não tem nome.
Eles apenas explodem,
Te tomam,
Te consomem,
Ai sim eles tem nome,
Eles se tornam você:
José!
Então, pela última vez:
Foda-se.
Liberte-se do que você espera de mim,
De todos,
Do mundo.
Nada faz tanto sentido
Que você possa saber oque vem pela frente.
Solte o volante,
Encoste no banco,
Pise no acelerador
Com os dois pés.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Quando Não Vejo Você
Quando não vejo você
O sol não brilha,
Nem a chuva molha
E o dia nunca vai nascer.
Fica difícil de ver
Da vida, a trilha
Do amor, a centelha,
Quando não vejo você.
Quando não vejo, você
É o meu farol de milha,
Quem me salva da armadilha,
É quem me faz viver.
Faz-me também amar e sofrer,
Verbos da mesma família.
Amar é a mãe, sofrer, a filha.
Quando não vejo você.
Quando não vejo você,
Me sinto um brinquedo sem pilha,
Uma tentativa que falha,
A vida que não quer viver.
O mundo me faz sofrer,
Tudo se atrapalha,
A tristeza me agasalha,
Quando não, vejo você.
O sol não brilha,
Nem a chuva molha
E o dia nunca vai nascer.
Fica difícil de ver
Da vida, a trilha
Do amor, a centelha,
Quando não vejo você.
Quando não vejo, você
É o meu farol de milha,
Quem me salva da armadilha,
É quem me faz viver.
Faz-me também amar e sofrer,
Verbos da mesma família.
Amar é a mãe, sofrer, a filha.
Quando não vejo você.
Quando não vejo você,
Me sinto um brinquedo sem pilha,
Uma tentativa que falha,
A vida que não quer viver.
O mundo me faz sofrer,
Tudo se atrapalha,
A tristeza me agasalha,
Quando não, vejo você.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ao Encontro Dos Seus Lábios
Apenas um instante e mais nada,
O bigbang explodiu novamente,
Só que dessa vez dentro de mim.
Quando a bomba do desejo foi detonada,
Tudo nasceu, dessa vez, diferente,
De um jeito sem começo e sem fim.
Foi como se a vida tivesse uma parada,
E tudo rodasse em volta dagente,
O tempo brincava feito um arlequim.
Fiquei diante da sua charada,
Com um grande vazio na minha mente,
Nunca antes me sentira assim.
A batida do meu coração acelerada,
Seus lábios se aproximavam lentamente,
O que eu sentia ia além.
A sua boca na minha encostada,
O beijo poderia durar eternamente,
E o tempo não riria mais de mim.
E com minha boca calada,
Oque te disse anteriormente
Meu beijo traduziu enfim.
Fiz da sua alma minha morada,
Enquanto esquecia completamente
Pra onde vou, de onde vim.
Mas minha cabeça pirada
Traiu o que a própria sente,
Te tirou de perto de mim.
Em mim ficaste marcada
Como tatuagem recente,
Intensa como tinta nanquim.
Fica comigo guardada
Uma sensação diferente
O seu gosto fica em mim.
A minha vida fica errada,
Quando voce não esta presente,
No céu falta um querubim.
Minha vida fica abandonada,
Minha alma que era quente,
Congela no frio de berlim.
Eu não penso em mais nada,
Apenas você em minha mente,
E o poema acaba assim.
O bigbang explodiu novamente,
Só que dessa vez dentro de mim.
Quando a bomba do desejo foi detonada,
Tudo nasceu, dessa vez, diferente,
De um jeito sem começo e sem fim.
Foi como se a vida tivesse uma parada,
E tudo rodasse em volta dagente,
O tempo brincava feito um arlequim.
Fiquei diante da sua charada,
Com um grande vazio na minha mente,
Nunca antes me sentira assim.
A batida do meu coração acelerada,
Seus lábios se aproximavam lentamente,
O que eu sentia ia além.
A sua boca na minha encostada,
O beijo poderia durar eternamente,
E o tempo não riria mais de mim.
E com minha boca calada,
Oque te disse anteriormente
Meu beijo traduziu enfim.
Fiz da sua alma minha morada,
Enquanto esquecia completamente
Pra onde vou, de onde vim.
Mas minha cabeça pirada
Traiu o que a própria sente,
Te tirou de perto de mim.
Em mim ficaste marcada
Como tatuagem recente,
Intensa como tinta nanquim.
Fica comigo guardada
Uma sensação diferente
O seu gosto fica em mim.
A minha vida fica errada,
Quando voce não esta presente,
No céu falta um querubim.
Minha vida fica abandonada,
Minha alma que era quente,
Congela no frio de berlim.
Eu não penso em mais nada,
Apenas você em minha mente,
E o poema acaba assim.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Carta À Mim Mesmo
Mais um dia começa, o Sol nasce,
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.
Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.
Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.
Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.
Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.
Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.
Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.
Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.
Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.
Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.
Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.
Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.
Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.
Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.
Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.
Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.
Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.
Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.
Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.
Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.
Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Amar
Me sinto guiando em uma estrada,
Que me leva para nenhum lugar,
Sem descanso nem parada,
Nem tempo para pensar.
Uma grande nuvem acinzentada,
Uma tempestade que vai despencar,
Não há abrigo nem nada,
Oque me resta é esperar.
Seguindo contra a enxurrada
De tormentos que quer me levar,
Sinto esmaecer minha vida,
Na água me sinto afogar.
Sinto-me sozinho e abandonado,
Não vejo a salvação prometida.
Roto e desacreditado,
Não enxergo uma saída.
Se minha fé fosse testada,
Verias, não há o que testar,
Se não acredito em nada.
Quem me dera acreditar!
Seria mais fácil a minha estada
Nesse mundo de penar,
A religião seria culpada
Por todo o meu mal estar.
Acredito, sim, em ti, amada,
Por ti consigo aguentar,
Da vida, toda a porrada
Que um dia eu possa levar.
E se me encontro, por fim, acabado,
Sem mais vontade de lutar,
Me lembro que estás ao meu lado,
E sempre virá me salvar.
Me veio sem ser esperada,
Essa loucura de te amar,
Minha alma foi tomada
De uma maneira sem par.
Se fosse um dia consultada,
Minha alma iria falar,
"Estou bem decidida,
Não quero nunca amar!"
Amor é uma coisa dolorida,
Que faz seu coração queimar,
Se abre uma ferida,
Que nunca mais vai fechar.
Amando se fica perdido,
Perde-se a razão e o pensar,
Só o coração é ouvido,
A cabeça sai do lugar.
Não deixo de amar por nada,
Por amor morrer e matar,
Tenho minh'alma amarrada
Por vontade de assim estar.
Já foi minh'alma alada,
Vivia a se aventurar,
Se hoje ela sai perdida,
É para te procurar.
Se me vir de boca fechada
E olhos longe a pensar,
Minha mente esta perdida,
Te buscando em algum lugar.
Tenho pena de um coitado,
Que vive sem se dar,
Pois por mais que seja sofrido,
Não quero me libertar
Que me leva para nenhum lugar,
Sem descanso nem parada,
Nem tempo para pensar.
Uma grande nuvem acinzentada,
Uma tempestade que vai despencar,
Não há abrigo nem nada,
Oque me resta é esperar.
Seguindo contra a enxurrada
De tormentos que quer me levar,
Sinto esmaecer minha vida,
Na água me sinto afogar.
Sinto-me sozinho e abandonado,
Não vejo a salvação prometida.
Roto e desacreditado,
Não enxergo uma saída.
Se minha fé fosse testada,
Verias, não há o que testar,
Se não acredito em nada.
Quem me dera acreditar!
Seria mais fácil a minha estada
Nesse mundo de penar,
A religião seria culpada
Por todo o meu mal estar.
Acredito, sim, em ti, amada,
Por ti consigo aguentar,
Da vida, toda a porrada
Que um dia eu possa levar.
E se me encontro, por fim, acabado,
Sem mais vontade de lutar,
Me lembro que estás ao meu lado,
E sempre virá me salvar.
Me veio sem ser esperada,
Essa loucura de te amar,
Minha alma foi tomada
De uma maneira sem par.
Se fosse um dia consultada,
Minha alma iria falar,
"Estou bem decidida,
Não quero nunca amar!"
Amor é uma coisa dolorida,
Que faz seu coração queimar,
Se abre uma ferida,
Que nunca mais vai fechar.
Amando se fica perdido,
Perde-se a razão e o pensar,
Só o coração é ouvido,
A cabeça sai do lugar.
Não deixo de amar por nada,
Por amor morrer e matar,
Tenho minh'alma amarrada
Por vontade de assim estar.
Já foi minh'alma alada,
Vivia a se aventurar,
Se hoje ela sai perdida,
É para te procurar.
Se me vir de boca fechada
E olhos longe a pensar,
Minha mente esta perdida,
Te buscando em algum lugar.
Tenho pena de um coitado,
Que vive sem se dar,
Pois por mais que seja sofrido,
Não quero me libertar
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Um Devaneio à Você
O trem rola pelos trilhos,
Passa sempre por lugares iguais,
Pelos mesmos dias viajo,
Uma procura sem paz.
O destino zomba seus filhos,
Os deixa sem rumo nem cais,
Navegamos como um marujo
Por tortuosos canais.
Queira, o destino, bani-los,
Esses dias tão banais,
Que procuro e não a acho,
Que viver não quero mais.
Se componho um estribilho,
Com a inspiração que você me traz,
Os versos que eu escrevo,
Traduzem você, jamais.
O meu mundo nos seus olhos,
Um dia me entenderás,
É como um dia misterioso
Que nem nasce nem jaz.
Quereria um dia escreve-los,
Em versos sem iguais,
Como é maravilhoso
O bem que você me faz.
Se eu fizesse esboços,
Como Da Vinci, geniais,
Natural seria o desejo
De pintar suas graças magistrais.
Peça que despertaria em todos
O que nunca foi sentido jamais,
Então, da Mona Lisa, o sorriso
Não seria nada demais.
Porém os meus versos rotos
Sem estilo e desiguais,
Não são justos contigo
Quando descrevem belezas tais.
Faltam à língua vocábulos,
Palavras que digam mais,
Que traduzam meus sentimentos,
Os quais em mim não cabem mais.
Transbordam por todos os lados
Como declarações torrenciais.
Todas as palavras que escrevo,
Dentro de mim acharás.
E tremo quando seus lábios
Me tentam como Satanás,
E quero possuir seu corpo,
Libertar meus desejos carnais.
Quero me perder nos seus braços,
Deixar minha vida para trás,
Me dissolver no seu beijo,
Ser parte de ti, nada mais.
Passa sempre por lugares iguais,
Pelos mesmos dias viajo,
Uma procura sem paz.
O destino zomba seus filhos,
Os deixa sem rumo nem cais,
Navegamos como um marujo
Por tortuosos canais.
Queira, o destino, bani-los,
Esses dias tão banais,
Que procuro e não a acho,
Que viver não quero mais.
Se componho um estribilho,
Com a inspiração que você me traz,
Os versos que eu escrevo,
Traduzem você, jamais.
O meu mundo nos seus olhos,
Um dia me entenderás,
É como um dia misterioso
Que nem nasce nem jaz.
Quereria um dia escreve-los,
Em versos sem iguais,
Como é maravilhoso
O bem que você me faz.
Se eu fizesse esboços,
Como Da Vinci, geniais,
Natural seria o desejo
De pintar suas graças magistrais.
Peça que despertaria em todos
O que nunca foi sentido jamais,
Então, da Mona Lisa, o sorriso
Não seria nada demais.
Porém os meus versos rotos
Sem estilo e desiguais,
Não são justos contigo
Quando descrevem belezas tais.
Faltam à língua vocábulos,
Palavras que digam mais,
Que traduzam meus sentimentos,
Os quais em mim não cabem mais.
Transbordam por todos os lados
Como declarações torrenciais.
Todas as palavras que escrevo,
Dentro de mim acharás.
E tremo quando seus lábios
Me tentam como Satanás,
E quero possuir seu corpo,
Libertar meus desejos carnais.
Quero me perder nos seus braços,
Deixar minha vida para trás,
Me dissolver no seu beijo,
Ser parte de ti, nada mais.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Te Encontrar (Seus olhos)
Era uma tarde morna e sem graça
Que se transformou em uma noite fria.
Meu peito aperta e o tempo não passa,
Fazia uma semana que não a via,
Saudades de um ano é o que eu sentia.
Seis horas! finalmente! Respiro aliviado.
Sinto sua presença, que enche meu Koração
De amor e o faz bater acelerado,
Bombeando, pelo meu corpo inteiro, paixão,
Tomando-me em sentimentos, tirando-me a razão.
Nestes momentos percebo que nada sou,
Você, agora se transforma no meu mundo inteiro
Tudo o que era antes, agora acabou.
Me sinto enfeitiçado pelo seu olhar, seu corpo, seu cheiro,
Sinto me preso por vontade própria nesse amor derradeiro.
Olho nos seus olhos e não consigo parar,
Antes que eu pensasse você me prendeu, me absorveu,
Sou levado para longe como se à deriva no mar,
Para um lugar onde não existe mais do que você e eu,
Oque antes fora dor, agora se esqueceu.
Sei que foram apenas minutos, que te olhei
Sem conseguir me segurar ou disfarçar,
Escapa pelas minhas retinas todo amor para ti guardei
Mesmo sem te-lo feito sinto nos meus lábios, sua boca tocar.
Peço para eu morrer antes desse momento acabar.
E quando nos afastamos, tudo parece acabar,
Porém basta eu fechar meus olhos para te ver,
Sua presença parece minha alma inundar,
Sinto que por mais um momento posso a ter,
E por nenhum momento posso-a esquecer.
Amor, amizade, gostar, eu não posso entender,
O que sinto por ti é tão diferente de qualquer definição.
É tão intenso que duvido que alguém consiga entender,
É tão maravilhoso que me falta explicação,
Somem meus pensamentos e perco minha razão.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O encontro de um sentimento
Novamente entro pelas mesmas portas,
Ando pelos mesmos escuros corredores,
Sinto as mesmas emoções mortas,
Como se revivesse dias anteriores.
Dias assim deveriam ser proibidos,
Eles remoem nossas almas em pó,
Fazem-nos vagar, perder os sentidos,
Andar em meio às multidões e nos sentir só.
Mas como uma rosa que nasce no asfalto,
Você me surpreende em ser tão radiante,
Em meio a esse depressivo ato
De suicídio lento e constante.
Estar com você é indescritível,
Se contagiar com o calor do fogo
De tudo em você, é incrível,
Tento disfarçar, mas no fim me entrego.
Muitas vezes me pego distraído,
Perdido em pensamentos ilegais,
Tudo aquilo que já foi falado,
Eu queria ter te falado mais.
Meus pensamentos já foram além,
Tomaram-te nos meus braços, abraços,
Beijos, amores, quentes, que nunca tomaram ninguém.
Aproximo-me de ti em vagarosos passos.
Mas eu me traio e paro no caminho,
Vou até você e me enrolo em mil voltas,
Muitas vezes acompanhado, me sinto sozinho,
Seguro a rosa e me furo com as pontas.
Perco-me em suas palavras, seus olhos,
Sua alma me envolve em emoções,
Quero me perder no seu corpo, seus braços,
Meu único sentimento, agora são milhões.
Quero me perder de uma vez,
Achar-me perdido em turbilhões,
Desfazer tudo o que Deus fez,
Desaprender a língua dos corações.
Até que meu coração congele e pare de bater,
E a última gota de sangue regue pela última vez
A árvore da minha vida, deixe-a apodrecer,
Até que tome meu rosto uma mórbida palidez.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
À morte de tudo
Maldito seja o sentimento verdadeiro e sincero,
Maldito seja tudo o que é espontâneo e direto,
Esquecer e matar o belo, eu espero,
Junto esquecer meu coração inquieto.
E quero para minha alma o que não é querido,
Quero para mim o que for feio e repulsivo
Para substituir o que era gentil e antigo
E por no lugar algo mais frio e abrasivo.
O contrário do que um dia eu já quis,
Quero agora matar um amor verdadeiro,
Quero sufocar à morte um sentimento feliz
E a esperança acabar por inteiro.
Por favor, extinga a chama voraz,
Que incendeia o meu coração em paixões
Por favor, seja o impiedoso capataz,
Cujo trabalho é moer em pedaços, corações.
Entrego-lhe tarefa tal,
Não porque te desgosto,
Nem porque te quero mal,
Da sua ira não quero sentir o gosto.
Mas te dou essa incumbência
Porque surgiu entre pensamentos insensatos
Um sentimento belo no meio da minha demência
Para arruinar com a lucidez de meus atos.
E se algum dia já senti algo assim,
Tão intenso, profundo e terno,
O esqueci perdido dentro de mim,
Aprisionado dentro do meu inferno.
Não quero mais me achar, nem te achar,
Quero esquecer que existo e que sinto,
Quero de uma vez por todas apagar
Desde o sentimento mais longo até o mais sucinto.
Maldito seja tudo o que é espontâneo e direto,
Esquecer e matar o belo, eu espero,
Junto esquecer meu coração inquieto.
E quero para minha alma o que não é querido,
Quero para mim o que for feio e repulsivo
Para substituir o que era gentil e antigo
E por no lugar algo mais frio e abrasivo.
O contrário do que um dia eu já quis,
Quero agora matar um amor verdadeiro,
Quero sufocar à morte um sentimento feliz
E a esperança acabar por inteiro.
Por favor, extinga a chama voraz,
Que incendeia o meu coração em paixões
Por favor, seja o impiedoso capataz,
Cujo trabalho é moer em pedaços, corações.
Entrego-lhe tarefa tal,
Não porque te desgosto,
Nem porque te quero mal,
Da sua ira não quero sentir o gosto.
Mas te dou essa incumbência
Porque surgiu entre pensamentos insensatos
Um sentimento belo no meio da minha demência
Para arruinar com a lucidez de meus atos.
E se algum dia já senti algo assim,
Tão intenso, profundo e terno,
O esqueci perdido dentro de mim,
Aprisionado dentro do meu inferno.
Não quero mais me achar, nem te achar,
Quero esquecer que existo e que sinto,
Quero de uma vez por todas apagar
Desde o sentimento mais longo até o mais sucinto.
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