domingo, 28 de novembro de 2010

Saudades de um amor perdido no tempo

Hey, por onde você tem andado?
Faz tempo que não te ouço,
Nem vejo seu olhar estrelado,
Tão profundo quanto o fundo do poço.

Não sinto falta só do seu ombro amigo,
Afinal não é só isso que vejo em ti.
Sinto falta de um sentimento antigo,
Dos tempos que você andava por aqui.

Por favor não me entenda mal,
Por que não quero que isso pareça
Um poema de um amor carnal,
Embora, por outro lado, talvez, seja.

Queria achar a maneira mais simples
De dizer que sinto sua falta,
Pensei em escrever em russo ou inglês
E percebi que a simplicidade me mata.

Agora este é o último verso,
Mas é tão pequeno pra dizer tudo,
O que eu sinto por ti é imenso
E o fim do meu poema eu mudo...

Como é difícil as palavras achar,
As quais a caneta cansou de escrever,
Sem mais delongas, vou revelar
Que "eu te amo" é o que queria dizer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Chama Clandestina

Tudo se distorce quando se está inebriado,
Não importa o que usou, bebidas, drogas, amor ou desejo.
Cresce seu poder sobre o destino, acaba-se todo o medo.
Nosso pacto está em nossa respiração ofegante e se sela com um beijo.

Você fecha a porta enquanto eu abro o último botão.
Espero por você com a ansiedade de quem espera o fim do mundo,
Você tira os sapatos e deixa seu vestido cair no chão.
Nado no seu mar e, nos meus desejos, afundo.

Finalmente você chega até perto de mim,
Se senta de costas e fica completamente nua.
Eu acho que a espera não chegará ao fim,
Me sento ao seu lado enquanto minha alma flutua.

Você se vira e põe suas mãos em mim,
Meu corpo treme como por um arrepio bom,
Sinto sua respiração, sua boca chega perto de mim. 
Você me beija, não vejo mais nada, nem ouço nenhum som.

Agora eu te abraço, apertado e desesperado,
Como se fosse este o último minuto.
Sinto seus seios encostarem no meu peito calado,
Percorro seu corpo, que agora se torna perfeito.

Seus beijos agora percorrem meu corpo inteiro
Sinto como se incandescessem seus lábios,
Me incendiando, pega fogo meu travesseiro,
Enquanto passeiam por mim seus loiros cabelos.

Me jogas na cama, inteiramente dominado.
Tomas meu corpo como se eu fosse seu brinquedo,
Como um animal pelos instintos tomado,
Seguro seu corpo no meu corpo colado.

Nada mais existe fora de você e eu,
O vai e vem dos seus quadris faz o mundo girar.
Não importa o que acontecerá ou o que aconteceu,
Já que você fez o tempo parar.

Agora já não sei quem sou eu, quem é você,
Os corpos se fundem em uma dança cadenciada.
Um turbilhão envolve eu e você,
Suas mãos deslizam pela minha pele suada.

O ritmo aumenta e diminui a cada instante,
Como o vento que bate desigualmente,
Balançando desde a menor até a árvore mais gigante,
Me acendem, os seus sussurros ofegantes.

E tudo leva a gente para mais perto da explosão,
Sinto suas unhas entrando nas minhas costas, delicada e ferozmente.
Acelera o ritmo descontrolado do meu coração,
Eu suspiro apertado e te agarro ferozmente.

E como as águas de dois rios se encontrando,
Primeiro, se chocam brutos e violentos,
Depois, se abraçam gentis se entrelaçando,
Até que não haja mais nem um pequeno movimento.

O tempo acorda e volta agora a correr,
Éramos uma coisa só, agora não mais,
Tudo o que era, agora volta a ser.
   E por um pequeno momento o mundo ficou em paz.

Por.: Jack Hellbounds

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sentimento Indelével

Do quarto, olho pela janela
Como um último recurso
Tento afastar meus pensamentos dela,
Que da minha vida tenta mudar o curso
E por mais que eu não aceite,
Ela continua, em mim, presente.

O céu esta cheio de nuvens acinzentadas
Como se fosse gótico ou byroniano, deus
Dando pinceladas frias e desesperadas
Para compor obscuros dias meus.
E lembro-me que não estou sozinho,
Tenho essa dama de preto no meu caminho.

Agora o abraço dessa dama se aproxima,
Digo adeus à minha doce música,
Canto sombrio a minha pobre rima
E o silêncio veste sua fúnebre túnica.
Ao longe vejo uma nuvem se abrir
E a esperança de um luar surgir.

E outra imagem não me aparece,
Só consigo imaginar seu rosto,
Como a resposta para minha prece,
Consigo novamente, eu, sentir o gosto
De algo que outrora me deixava,
Preenche o vazio que me ocupava.

Você é um enigma sem fim,
Conhece cada canto de minh'alma
Sem ao menos perguntar pra mim,
O que me entristece ou o que me acalma.
Como se conseguisse me invadir
E todos os meus segredos possuir.

Como veio esse luar inalcansável,
Sem avisar e sem explicação,
La se vai ele, belo e intangível,
Deixando me, eu e meu coração,
Que já não sei se bate ou é batido,
Se ainda é puro ou fora corrompido.

Nas costas de uma Fênix negra
Adormeço, quase inconsciente.
Esperando não mais despertar
Para esta vida inconsequente.
Fênix, para longe, leve-me,
Quando não mais puder, esqueça-me.


Por.: Jack Hellbounds

Coperjine

Dentro deste abismo não existe viver,
Eu já não quero mais,
Não amo, não odeio, não sinto mais.
Quereria eu, se um bem pudesse ter.

Há horas que já não se sabe ser,
Eu que já perdi a paz,
Perdi a vida, que vivi jamais,
Nas mãos do tempo, velho capataz.

Porém um dia, perdido em pensar,
Ouvi um sussurro que o vento trazia,
Nos meus ouvidos a doce melodia,
De uma menina o doce cantar.

No começo tentei decifrar
Se era a voz de um anjo a benzer,
Como pode uma voz tão bela ser?
Ouço o canto, sinto o despertar.

Agora sinto voce vir,
E suas palavras, consigo entender,
A poesia, que mais bela não pode ser,
E os seus versos me fazem sentir.

Você se aproxima e me da um olhar,
Mais puro e doce outro não ousa ser,
Que em palavras nunca poderão descrever,
Que nenhuma estrela vai se comparar.

Falas comigo como se conhecesse,
Todos os caminhos dentro de minha alma,
As minha injúrias como sua própria palma,
Como se dentro de mim, ver, você pudesse.

Algumas vezes leva-me á passeios pelo seu mundo,
Me livrando de minhas mágoas e tristezas,
Me mostrando um mundo de felicidades e belezas,
E eu me sinto menos mouribundo.

Mas quando nossas mãos se soltam,
O que eu sentia volta a não existir,
Os sentimentos, volto à não sentir,
E minhas palavras já não mais importam.

E eu que rabisquei um poema para ti,
Fadado este ao esquecimento,
Porque tu nunca tomarás conhecimento,
Que eu te dedico isto que escrevi.


Por.:Jack Hellbounds

domingo, 15 de agosto de 2010

Vazio que me preenche

O desespero toma conta.
O grito sai como se involuntariamente.
Minha sanidade já não agüenta.
O meu eco ressoa insistentemente.

Mas o que fazer se esse desespero não me abandona?
O que fazer pra tirar esse vazio da minha mente...
Será você a salvadora de meu tormento?
Saem de teus olhos a luz para o fim de meu desalento?

Mas quando penso que estou perto
Você se distancia da minha vida
Meu mundo é um deserto,
Onde ás vezes, penso não haver saída.

Passam-se noites, passam-se dias...
E as lembranças são as únicas mantidas vivas.
Talvez o resto de mim já se tenha esvaído,
Ou estará ainda a esperança da vida presa em teu misterioso sorriso?

Minha alma já não é minha.
Já não mora mais em mim.
E eu cumpro minha sina.
E acabo com minha vida assim.

Lentamente esse vazio,
Vai preenchendo o meu ser.
Rapidamente o destino,
Vai me encaminhando até você.

Oh morte que não me vem buscar.
Oh vida que não me quer deixar.
Deixe-me logo, ou faça-me forte.
Deixe-me agora, ou me dê armas contra a morte!

Em meus poemas vejo você,
Fecho meus olhos e vejo os seus.
Não sei se ao menos você me vê,
Ou são apenas os delírios meus.

Os meus pensamentos me condenam,
Toda essa minha falta de ser.
Todas as noites que passam,
Sem eu a poder ter.


Talvez teus pensamentos também se deixem levar.
E quem sabe numa das curvas eles venham me encontrar...
Não sei mais o que fazer, nem sei se sou eu capaz de lhe completar.
Mas se possível for, feliz eu ser, será apenas quando você finalmente me amar.



Por.: Jack Hellbounds & James Coperjine

Escrevendo uma dor

Já nem sei se era tarde da noite,
Nem se era noite eu sabia.
Eu sentia o frio da ronda da morte,
Naquela tarde, noite ou dia.

Tanto tempo pensando em enganar os devaneios,
Tentando desviar você dos pensamentos.
Tantos suspiros de alívio e desespero,
Foram me afogando, noite á dentro.

E cada segundo sinto estalar o açoite,
Das assombrações na cabeça minha
E a cada gole dessa louca noite
Se vai á lucidez da minha mente sombria.

E sempre que penso no destino,
E no que me aguarda a seguir,
As luzes se apagam de meu íntimo
Esvaecendo cada dose de esperança a me suprir...

E dentro disso tento achar saída.
Como acender um cigarro sem isqueiro,
Tento não acabar com minha vida.

Mas não há escapatória,
Não há mais fuga nem escotilha.
Terei de aceitar a derrota
E lutar pelo fim da vida.

Antes a ilusão de quando tinha menos idade
Antes por ti á paixão que sentia...
Agora o que resta é a saudade,


E o suspiro que outrora não esmaecia.

Se da ilusão não consigo mais viver
Terei de aceitar que não vivo sem você
Se na solidão não me resta companhia
Terei de suportar sua ausência em minha vida.



Por.: Jack Hellbounds & James Coperjine