Mais um dia começa, o Sol nasce,
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.
Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.
Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.
Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.
Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.
Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.
Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.
Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.
Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.
Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.
Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário