quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Perda De Tudo

Apenas a carcaça de um homem,
É o que resta de mim agora,
Como se minha alma fosse embora,
Junto com as cores que agora somem.

As coisas, do meu controle, fojem,
Uma estaca, meu coração, empala,
Lágrimas escorrem pela minha cara,
Minhas razões, as emoções consomem.

De mim mesmo vem a trairagem,
Fere à quem você adora,
O próprio coração, ignora,
Do precipício chega à margem.

As dores que sinto, tudo, destroem,
Meu coração se tritura nesta hora,
Não sabe pronde vai, nem donde viera,
Sinto que um a um, os dias morrem.

Queria que definitivamente findassem
As horas dessa vida que me agoura,
Apague-me esse sol que não mais doura
A vida das pessoas que me amarem.

Não sinto mais as veias palpitarem,
Com a vitalidade que perdi outrora,
Condeno eu mesmo à masmorra,
Até mente e corpo pararem.

E quem sabe se um dia encontrarem
De mim o resto que restara,
Amarão-te sem saber naquela hora,
O meu sentimento que de mim vai além.

Estas lágrimas eu dedico à quem
Me amou sem saber quem eu era,
Me encontrou, decifrou minha alma inteira,
Do amor, foi muito além.