segunda-feira, 12 de setembro de 2011



 O verdadeiro amor é um precipício convidativo!

Sinto a distância se aproximando a cada hora que se segue,
Sinto o calor congelando por entre meu coração vívido e inerte.
As horas correm lentas durante esses minutos intermináveis,
A eternidade é tão pequena para quem crê em promessas inefáveis...
 ...
Correntes de ar frio molham a face de minha ternura,
Afagam com suas garras invisíveis o que até então me manteve segura...
Como presa a um cais avulso, perdido em meio ao dilúvio
Me agarro a lembranças vazias que me abstraem do mundo.
Vivo as horas presentes como se vivesse dias anteriores,
Desenhando cada um de seus passos, detalhando á deriva cada um de seus ardores...
...
Seus lábios me parecem distantes agora...
Teu corpo, tua pele... Tudo em ti se esvai pra aonde desbravam-se as glórias...
A infelicidade é tamanha que já não a sinto,
Pois adormeces-te meus sentidos num desprazer sucinto.
...
Em meio a este tênue silêncio vorazmente ensurdecedor,
Tento acalmar minhas fúrias maçantes diante a um leito de terror.
O que até ontem fora pitônicamente extremo,
Hoje se definha em lamentáveis murmúrios turbulentos...
Se o amor se descreve assim, tão envolto por tristezas e desgraças,
Peço ao mundo que desprenda-se dele!!!
...E sinta por fim a decadência das raças...

Com amor ou sem amor... 
A vida será sempre uma intensa aventura.
Repleta de prazeres e desprazeres,
De paixões e ilusões,
De caos e tranqüilidade,
De guerra e paz!
A diferença é que vivendo de amor, você mantém-se cego...
Já sem ele...
Bem...
Essa é a grande injustiça...
 Sem ele você não vive!

Nenhum comentário:

Postar um comentário