Quando não vejo você
O sol não brilha,
Nem a chuva molha
E o dia nunca vai nascer.
Fica difícil de ver
Da vida, a trilha
Do amor, a centelha,
Quando não vejo você.
Quando não vejo, você
É o meu farol de milha,
Quem me salva da armadilha,
É quem me faz viver.
Faz-me também amar e sofrer,
Verbos da mesma família.
Amar é a mãe, sofrer, a filha.
Quando não vejo você.
Quando não vejo você,
Me sinto um brinquedo sem pilha,
Uma tentativa que falha,
A vida que não quer viver.
O mundo me faz sofrer,
Tudo se atrapalha,
A tristeza me agasalha,
Quando não, vejo você.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ao Encontro Dos Seus Lábios
Apenas um instante e mais nada,
O bigbang explodiu novamente,
Só que dessa vez dentro de mim.
Quando a bomba do desejo foi detonada,
Tudo nasceu, dessa vez, diferente,
De um jeito sem começo e sem fim.
Foi como se a vida tivesse uma parada,
E tudo rodasse em volta dagente,
O tempo brincava feito um arlequim.
Fiquei diante da sua charada,
Com um grande vazio na minha mente,
Nunca antes me sentira assim.
A batida do meu coração acelerada,
Seus lábios se aproximavam lentamente,
O que eu sentia ia além.
A sua boca na minha encostada,
O beijo poderia durar eternamente,
E o tempo não riria mais de mim.
E com minha boca calada,
Oque te disse anteriormente
Meu beijo traduziu enfim.
Fiz da sua alma minha morada,
Enquanto esquecia completamente
Pra onde vou, de onde vim.
Mas minha cabeça pirada
Traiu o que a própria sente,
Te tirou de perto de mim.
Em mim ficaste marcada
Como tatuagem recente,
Intensa como tinta nanquim.
Fica comigo guardada
Uma sensação diferente
O seu gosto fica em mim.
A minha vida fica errada,
Quando voce não esta presente,
No céu falta um querubim.
Minha vida fica abandonada,
Minha alma que era quente,
Congela no frio de berlim.
Eu não penso em mais nada,
Apenas você em minha mente,
E o poema acaba assim.
O bigbang explodiu novamente,
Só que dessa vez dentro de mim.
Quando a bomba do desejo foi detonada,
Tudo nasceu, dessa vez, diferente,
De um jeito sem começo e sem fim.
Foi como se a vida tivesse uma parada,
E tudo rodasse em volta dagente,
O tempo brincava feito um arlequim.
Fiquei diante da sua charada,
Com um grande vazio na minha mente,
Nunca antes me sentira assim.
A batida do meu coração acelerada,
Seus lábios se aproximavam lentamente,
O que eu sentia ia além.
A sua boca na minha encostada,
O beijo poderia durar eternamente,
E o tempo não riria mais de mim.
E com minha boca calada,
Oque te disse anteriormente
Meu beijo traduziu enfim.
Fiz da sua alma minha morada,
Enquanto esquecia completamente
Pra onde vou, de onde vim.
Mas minha cabeça pirada
Traiu o que a própria sente,
Te tirou de perto de mim.
Em mim ficaste marcada
Como tatuagem recente,
Intensa como tinta nanquim.
Fica comigo guardada
Uma sensação diferente
O seu gosto fica em mim.
A minha vida fica errada,
Quando voce não esta presente,
No céu falta um querubim.
Minha vida fica abandonada,
Minha alma que era quente,
Congela no frio de berlim.
Eu não penso em mais nada,
Apenas você em minha mente,
E o poema acaba assim.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Carta À Mim Mesmo
Mais um dia começa, o Sol nasce,
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.
Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.
Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.
Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.
Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.
Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.
Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.
Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.
Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.
Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.
Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.
Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.
Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.
Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.
Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.
Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.
Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.
Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.
Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.
Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.
Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Amar
Me sinto guiando em uma estrada,
Que me leva para nenhum lugar,
Sem descanso nem parada,
Nem tempo para pensar.
Uma grande nuvem acinzentada,
Uma tempestade que vai despencar,
Não há abrigo nem nada,
Oque me resta é esperar.
Seguindo contra a enxurrada
De tormentos que quer me levar,
Sinto esmaecer minha vida,
Na água me sinto afogar.
Sinto-me sozinho e abandonado,
Não vejo a salvação prometida.
Roto e desacreditado,
Não enxergo uma saída.
Se minha fé fosse testada,
Verias, não há o que testar,
Se não acredito em nada.
Quem me dera acreditar!
Seria mais fácil a minha estada
Nesse mundo de penar,
A religião seria culpada
Por todo o meu mal estar.
Acredito, sim, em ti, amada,
Por ti consigo aguentar,
Da vida, toda a porrada
Que um dia eu possa levar.
E se me encontro, por fim, acabado,
Sem mais vontade de lutar,
Me lembro que estás ao meu lado,
E sempre virá me salvar.
Me veio sem ser esperada,
Essa loucura de te amar,
Minha alma foi tomada
De uma maneira sem par.
Se fosse um dia consultada,
Minha alma iria falar,
"Estou bem decidida,
Não quero nunca amar!"
Amor é uma coisa dolorida,
Que faz seu coração queimar,
Se abre uma ferida,
Que nunca mais vai fechar.
Amando se fica perdido,
Perde-se a razão e o pensar,
Só o coração é ouvido,
A cabeça sai do lugar.
Não deixo de amar por nada,
Por amor morrer e matar,
Tenho minh'alma amarrada
Por vontade de assim estar.
Já foi minh'alma alada,
Vivia a se aventurar,
Se hoje ela sai perdida,
É para te procurar.
Se me vir de boca fechada
E olhos longe a pensar,
Minha mente esta perdida,
Te buscando em algum lugar.
Tenho pena de um coitado,
Que vive sem se dar,
Pois por mais que seja sofrido,
Não quero me libertar
Que me leva para nenhum lugar,
Sem descanso nem parada,
Nem tempo para pensar.
Uma grande nuvem acinzentada,
Uma tempestade que vai despencar,
Não há abrigo nem nada,
Oque me resta é esperar.
Seguindo contra a enxurrada
De tormentos que quer me levar,
Sinto esmaecer minha vida,
Na água me sinto afogar.
Sinto-me sozinho e abandonado,
Não vejo a salvação prometida.
Roto e desacreditado,
Não enxergo uma saída.
Se minha fé fosse testada,
Verias, não há o que testar,
Se não acredito em nada.
Quem me dera acreditar!
Seria mais fácil a minha estada
Nesse mundo de penar,
A religião seria culpada
Por todo o meu mal estar.
Acredito, sim, em ti, amada,
Por ti consigo aguentar,
Da vida, toda a porrada
Que um dia eu possa levar.
E se me encontro, por fim, acabado,
Sem mais vontade de lutar,
Me lembro que estás ao meu lado,
E sempre virá me salvar.
Me veio sem ser esperada,
Essa loucura de te amar,
Minha alma foi tomada
De uma maneira sem par.
Se fosse um dia consultada,
Minha alma iria falar,
"Estou bem decidida,
Não quero nunca amar!"
Amor é uma coisa dolorida,
Que faz seu coração queimar,
Se abre uma ferida,
Que nunca mais vai fechar.
Amando se fica perdido,
Perde-se a razão e o pensar,
Só o coração é ouvido,
A cabeça sai do lugar.
Não deixo de amar por nada,
Por amor morrer e matar,
Tenho minh'alma amarrada
Por vontade de assim estar.
Já foi minh'alma alada,
Vivia a se aventurar,
Se hoje ela sai perdida,
É para te procurar.
Se me vir de boca fechada
E olhos longe a pensar,
Minha mente esta perdida,
Te buscando em algum lugar.
Tenho pena de um coitado,
Que vive sem se dar,
Pois por mais que seja sofrido,
Não quero me libertar
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Um Devaneio à Você
O trem rola pelos trilhos,
Passa sempre por lugares iguais,
Pelos mesmos dias viajo,
Uma procura sem paz.
O destino zomba seus filhos,
Os deixa sem rumo nem cais,
Navegamos como um marujo
Por tortuosos canais.
Queira, o destino, bani-los,
Esses dias tão banais,
Que procuro e não a acho,
Que viver não quero mais.
Se componho um estribilho,
Com a inspiração que você me traz,
Os versos que eu escrevo,
Traduzem você, jamais.
O meu mundo nos seus olhos,
Um dia me entenderás,
É como um dia misterioso
Que nem nasce nem jaz.
Quereria um dia escreve-los,
Em versos sem iguais,
Como é maravilhoso
O bem que você me faz.
Se eu fizesse esboços,
Como Da Vinci, geniais,
Natural seria o desejo
De pintar suas graças magistrais.
Peça que despertaria em todos
O que nunca foi sentido jamais,
Então, da Mona Lisa, o sorriso
Não seria nada demais.
Porém os meus versos rotos
Sem estilo e desiguais,
Não são justos contigo
Quando descrevem belezas tais.
Faltam à língua vocábulos,
Palavras que digam mais,
Que traduzam meus sentimentos,
Os quais em mim não cabem mais.
Transbordam por todos os lados
Como declarações torrenciais.
Todas as palavras que escrevo,
Dentro de mim acharás.
E tremo quando seus lábios
Me tentam como Satanás,
E quero possuir seu corpo,
Libertar meus desejos carnais.
Quero me perder nos seus braços,
Deixar minha vida para trás,
Me dissolver no seu beijo,
Ser parte de ti, nada mais.
Passa sempre por lugares iguais,
Pelos mesmos dias viajo,
Uma procura sem paz.
O destino zomba seus filhos,
Os deixa sem rumo nem cais,
Navegamos como um marujo
Por tortuosos canais.
Queira, o destino, bani-los,
Esses dias tão banais,
Que procuro e não a acho,
Que viver não quero mais.
Se componho um estribilho,
Com a inspiração que você me traz,
Os versos que eu escrevo,
Traduzem você, jamais.
O meu mundo nos seus olhos,
Um dia me entenderás,
É como um dia misterioso
Que nem nasce nem jaz.
Quereria um dia escreve-los,
Em versos sem iguais,
Como é maravilhoso
O bem que você me faz.
Se eu fizesse esboços,
Como Da Vinci, geniais,
Natural seria o desejo
De pintar suas graças magistrais.
Peça que despertaria em todos
O que nunca foi sentido jamais,
Então, da Mona Lisa, o sorriso
Não seria nada demais.
Porém os meus versos rotos
Sem estilo e desiguais,
Não são justos contigo
Quando descrevem belezas tais.
Faltam à língua vocábulos,
Palavras que digam mais,
Que traduzam meus sentimentos,
Os quais em mim não cabem mais.
Transbordam por todos os lados
Como declarações torrenciais.
Todas as palavras que escrevo,
Dentro de mim acharás.
E tremo quando seus lábios
Me tentam como Satanás,
E quero possuir seu corpo,
Libertar meus desejos carnais.
Quero me perder nos seus braços,
Deixar minha vida para trás,
Me dissolver no seu beijo,
Ser parte de ti, nada mais.
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