segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um poema achado...

Coperjine, esse é seu, eu roubei e coloquei aqui mesmo...você é uma tradutora, uma maestra!
Obrigado por existir.
Lá vai:
 
Felicidade Pirata

Quando se tem um grande amor,
Tudo se torna resto...
Quando se tem um grande amor não correspondido,
Toda sua doce primavera se transforma num mar de inverno...

Na vida há coisas que fazemos por opção,
Outras por pressão mesmo.
Outras fazemos sem querer, mas no fundo é o que nos resta...
Porque o que escolhemos para nós... Simplesmente não pode acontecer.

Há felicidades felizes...
E há as piratas,
Que forjamos para esconder as lágrimas.
Há amores recíprocos...
Amores sofridos,
Amores impossíveis, (o meu)
E... Amores que inventamos,
Não por mentira, covardia,
Ou impiedade...
Forjamos esse amor por necessidade...
Não por vontade de esquecer o grande amor...
Mas por vontade de deixá-lo livre...
De deixá-lo viver, sem a presença de nossos
Sentimentos incompatíveis...

As palavras se perderam...

'Do coração ao papel'

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Perda De Tudo

Apenas a carcaça de um homem,
É o que resta de mim agora,
Como se minha alma fosse embora,
Junto com as cores que agora somem.

As coisas, do meu controle, fojem,
Uma estaca, meu coração, empala,
Lágrimas escorrem pela minha cara,
Minhas razões, as emoções consomem.

De mim mesmo vem a trairagem,
Fere à quem você adora,
O próprio coração, ignora,
Do precipício chega à margem.

As dores que sinto, tudo, destroem,
Meu coração se tritura nesta hora,
Não sabe pronde vai, nem donde viera,
Sinto que um a um, os dias morrem.

Queria que definitivamente findassem
As horas dessa vida que me agoura,
Apague-me esse sol que não mais doura
A vida das pessoas que me amarem.

Não sinto mais as veias palpitarem,
Com a vitalidade que perdi outrora,
Condeno eu mesmo à masmorra,
Até mente e corpo pararem.

E quem sabe se um dia encontrarem
De mim o resto que restara,
Amarão-te sem saber naquela hora,
O meu sentimento que de mim vai além.

Estas lágrimas eu dedico à quem
Me amou sem saber quem eu era,
Me encontrou, decifrou minha alma inteira,
Do amor, foi muito além.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011



 O verdadeiro amor é um precipício convidativo!

Sinto a distância se aproximando a cada hora que se segue,
Sinto o calor congelando por entre meu coração vívido e inerte.
As horas correm lentas durante esses minutos intermináveis,
A eternidade é tão pequena para quem crê em promessas inefáveis...
 ...
Correntes de ar frio molham a face de minha ternura,
Afagam com suas garras invisíveis o que até então me manteve segura...
Como presa a um cais avulso, perdido em meio ao dilúvio
Me agarro a lembranças vazias que me abstraem do mundo.
Vivo as horas presentes como se vivesse dias anteriores,
Desenhando cada um de seus passos, detalhando á deriva cada um de seus ardores...
...
Seus lábios me parecem distantes agora...
Teu corpo, tua pele... Tudo em ti se esvai pra aonde desbravam-se as glórias...
A infelicidade é tamanha que já não a sinto,
Pois adormeces-te meus sentidos num desprazer sucinto.
...
Em meio a este tênue silêncio vorazmente ensurdecedor,
Tento acalmar minhas fúrias maçantes diante a um leito de terror.
O que até ontem fora pitônicamente extremo,
Hoje se definha em lamentáveis murmúrios turbulentos...
Se o amor se descreve assim, tão envolto por tristezas e desgraças,
Peço ao mundo que desprenda-se dele!!!
...E sinta por fim a decadência das raças...

Com amor ou sem amor... 
A vida será sempre uma intensa aventura.
Repleta de prazeres e desprazeres,
De paixões e ilusões,
De caos e tranqüilidade,
De guerra e paz!
A diferença é que vivendo de amor, você mantém-se cego...
Já sem ele...
Bem...
Essa é a grande injustiça...
 Sem ele você não vive!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desabafo Sentimental

Foda-se o lirismo,
As rimas e a métrica.
Foda-se as palavras rebuscadas,
Buscadas e achadas.
Enfim foda-se tudo o que se tem por poesia.

Não quero saber se é bonito,
Deglutível,
Ou se faz sentido.
Não faço sentido,
Faço poesia.
Não quero saber
Se você gosta ou não.

Minha poesia é tosca,
Fosca.
É meu sentimento
Jorrando de minhas veias,
É bom se manchar,
Se você contrair minha doença,
Se fizer você sentir.

Não me analise!
Mas se resolver fazer,
Foda-se!
Não quero permissão para escrever.
Eu não penso nisso,
Não penso em nada,
As coisas acontecem,
As palavras são vomitadas da minha boca.
Minhas veias se rompem,
Tenho ataques de fúria,
De amor, etc.

Esses sentimentos...
Que são eles?
Nada.
Afinal quando os sente, eles não tem nome.
Eles apenas explodem,
Te tomam,
Te consomem,
Ai sim eles tem nome,
Eles se tornam você:
José!

Então, pela última vez:
Foda-se.
Liberte-se do que você espera de mim,
De todos,
Do mundo.
Nada faz tanto sentido
Que você possa saber oque vem pela frente.
Solte o volante,
Encoste no banco,
Pise no acelerador
Com os dois pés.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quando Não Vejo Você

Quando não vejo você
O sol não brilha,
Nem a chuva molha
E o dia nunca vai nascer.

Fica difícil de ver
Da vida, a trilha
Do amor, a centelha,
Quando não vejo você.

Quando não vejo, você
É o meu farol de milha,
Quem me salva da armadilha,
É quem me faz viver.

Faz-me também amar e sofrer,
Verbos da mesma família.
Amar é a mãe, sofrer, a filha.
Quando não vejo você.

Quando não vejo você,
Me sinto um brinquedo sem pilha,
Uma tentativa que falha,
A vida que não quer viver.

O mundo me faz sofrer,
Tudo se atrapalha,
A tristeza me agasalha,
Quando não, vejo você.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ao Encontro Dos Seus Lábios

Apenas um instante e mais nada,
O bigbang explodiu novamente,
Só que dessa vez dentro de mim.

Quando a bomba do desejo foi detonada,
Tudo nasceu, dessa vez, diferente,
De um jeito sem começo e sem fim.

Foi como se a vida tivesse uma parada,
E tudo rodasse em volta dagente,
O tempo brincava feito um arlequim.

Fiquei diante da sua charada,
Com um grande vazio na minha mente,
Nunca antes me sentira assim.

A batida do meu coração acelerada,
Seus lábios se aproximavam lentamente,
O que eu sentia ia além.

A sua boca na minha encostada,
O beijo poderia durar eternamente,
E o tempo não riria mais de mim.

E com minha boca calada,
Oque te disse anteriormente
Meu beijo traduziu enfim.

Fiz da sua alma minha morada,
Enquanto esquecia completamente
Pra onde vou, de onde vim.

Mas minha cabeça pirada
Traiu o que a própria sente,
Te tirou de perto de mim.

Em mim ficaste marcada
Como tatuagem recente,
Intensa como tinta nanquim.

Fica comigo guardada
Uma sensação diferente
O seu gosto fica em mim.

A minha vida fica errada,
Quando voce não esta presente,
No céu falta um querubim.

Minha vida fica abandonada,
Minha alma que era quente,
Congela no frio de berlim.

Eu não penso em mais nada,
Apenas você em minha mente,
E o poema acaba assim.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Carta À Mim Mesmo

Mais um dia começa, o Sol nasce,
Nada muda para quem tudo perdeu,
E por mais que cada dia passe,
Parece que tudo esta como quando adormeceu.

Não há mais esperança na sua prece,
Parece que sua fé adoeceu,
Sua vida agora apodrece,
Como um fruto que ao Sol se esqueceu.

Oque antes alegria o trouxesse,
Agora faz sentir-te vazio,
Tudo o que te satisfizesse,
Torna-se um simples gesto frio.

Por mais que você tentasse,
Nada nunca te redimiu,
Por mais que você chamasse,
Ninguém nunca te ouviu.

Se você chegou a confundir-se
Com cada coisa que você sentiu,
Não culpe quem em vão tentasse,
Porém nunca te entendeu.

Como esperava que alguém te amasse,
Se, dentro do coração seu,
O amor nunca chegasse,
Antes de existir ele morreu.



Melhor seria se agora desistisse,
Aceitasse oque a vida te deu,
Se em seu leito deitasse,
Largasse a vida que nunca viveu.

Nunca aconselhei que resistisse,
Mas, durão, você permaneceu,
Tarde demais para arrepender-se,
Agora você se perdeu.

Perdeu para não mais achar-se,
Sem poder ir pro inferno ou pro céu,
Se mudar, agora, pudesse,
Não se diria um ateu.

Mas nem isso conseguis-te,
Acreditar no que na Bíblia leu,
Com o seu punho em riste
Blasfema sobre o Deus que ouviu.

Mais um dia o Sol desce,
Novamente você morreu,
Sem ninguém que o quisesse,
Apaga a chama que nunca ardeu.