Tudo se distorce quando se está inebriado,
Não importa o que usou, bebidas, drogas, amor ou desejo.
Cresce seu poder sobre o destino, acaba-se todo o medo.
Nosso pacto está em nossa respiração ofegante e se sela com um beijo.
Você fecha a porta enquanto eu abro o último botão.
Espero por você com a ansiedade de quem espera o fim do mundo,
Você tira os sapatos e deixa seu vestido cair no chão.
Nado no seu mar e, nos meus desejos, afundo.
Finalmente você chega até perto de mim,
Se senta de costas e fica completamente nua.
Eu acho que a espera não chegará ao fim,
Me sento ao seu lado enquanto minha alma flutua.
Você se vira e põe suas mãos em mim,
Meu corpo treme como por um arrepio bom,
Sinto sua respiração, sua boca chega perto de mim.
Você me beija, não vejo mais nada, nem ouço nenhum som.
Agora eu te abraço, apertado e desesperado,
Como se fosse este o último minuto.
Sinto seus seios encostarem no meu peito calado,
Percorro seu corpo, que agora se torna perfeito.
Seus beijos agora percorrem meu corpo inteiro
Sinto como se incandescessem seus lábios,
Me incendiando, pega fogo meu travesseiro,
Enquanto passeiam por mim seus loiros cabelos.
Me jogas na cama, inteiramente dominado.
Tomas meu corpo como se eu fosse seu brinquedo,
Como um animal pelos instintos tomado,
Seguro seu corpo no meu corpo colado.
Nada mais existe fora de você e eu,
O vai e vem dos seus quadris faz o mundo girar.
Não importa o que acontecerá ou o que aconteceu,
Já que você fez o tempo parar.
Agora já não sei quem sou eu, quem é você,
Os corpos se fundem em uma dança cadenciada.
Um turbilhão envolve eu e você,
Suas mãos deslizam pela minha pele suada.
O ritmo aumenta e diminui a cada instante,
Como o vento que bate desigualmente,
Balançando desde a menor até a árvore mais gigante,
Me acendem, os seus sussurros ofegantes.
E tudo leva a gente para mais perto da explosão,
Sinto suas unhas entrando nas minhas costas, delicada e ferozmente.
Acelera o ritmo descontrolado do meu coração,
Eu suspiro apertado e te agarro ferozmente.
E como as águas de dois rios se encontrando,
Primeiro, se chocam brutos e violentos,
Depois, se abraçam gentis se entrelaçando,
Até que não haja mais nem um pequeno movimento.
O tempo acorda e volta agora a correr,
Éramos uma coisa só, agora não mais,
Tudo o que era, agora volta a ser.
E por um pequeno momento o mundo ficou em paz.
Por.: Jack Hellbounds