Já nem sei se era tarde da noite,
Nem se era noite eu sabia.
Eu sentia o frio da ronda da morte,
Naquela tarde, noite ou dia.
Tanto tempo pensando em enganar os devaneios,
Tentando desviar você dos pensamentos.
Tantos suspiros de alívio e desespero,
Foram me afogando, noite á dentro.
E cada segundo sinto estalar o açoite,
Das assombrações na cabeça minha
E a cada gole dessa louca noite
Se vai á lucidez da minha mente sombria.
E sempre que penso no destino,
E no que me aguarda a seguir,
As luzes se apagam de meu íntimo
Esvaecendo cada dose de esperança a me suprir...
E dentro disso tento achar saída.
Como acender um cigarro sem isqueiro,
Tento não acabar com minha vida.
Mas não há escapatória,
Não há mais fuga nem escotilha.
Terei de aceitar a derrota
E lutar pelo fim da vida.
Antes a ilusão de quando tinha menos idade
Antes por ti á paixão que sentia...
Agora o que resta é a saudade,
E o suspiro que outrora não esmaecia.
Se da ilusão não consigo mais viver
Terei de aceitar que não vivo sem você
Se na solidão não me resta companhia
Terei de suportar sua ausência em minha vida.
Por.: Jack Hellbounds & James Coperjine
*__*
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