Dentro deste abismo não existe viver,
Eu já não quero mais,
Não amo, não odeio, não sinto mais.
Quereria eu, se um bem pudesse ter.
Há horas que já não se sabe ser,
Eu que já perdi a paz,
Perdi a vida, que vivi jamais,
Nas mãos do tempo, velho capataz.
Porém um dia, perdido em pensar,
Ouvi um sussurro que o vento trazia,
Nos meus ouvidos a doce melodia,
De uma menina o doce cantar.
No começo tentei decifrar
Se era a voz de um anjo a benzer,
Como pode uma voz tão bela ser?
Ouço o canto, sinto o despertar.
Agora sinto voce vir,
E suas palavras, consigo entender,
A poesia, que mais bela não pode ser,
E os seus versos me fazem sentir.
Você se aproxima e me da um olhar,
Mais puro e doce outro não ousa ser,
Que em palavras nunca poderão descrever,
Que nenhuma estrela vai se comparar.
Falas comigo como se conhecesse,
Todos os caminhos dentro de minha alma,
As minha injúrias como sua própria palma,
Como se dentro de mim, ver, você pudesse.
Algumas vezes leva-me á passeios pelo seu mundo,
Me livrando de minhas mágoas e tristezas,
Me mostrando um mundo de felicidades e belezas,
E eu me sinto menos mouribundo.
Mas quando nossas mãos se soltam,
O que eu sentia volta a não existir,
Os sentimentos, volto à não sentir,
E minhas palavras já não mais importam.
E eu que rabisquei um poema para ti,
Fadado este ao esquecimento,
Porque tu nunca tomarás conhecimento,
Que eu te dedico isto que escrevi.
Por.:Jack Hellbounds
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