domingo, 15 de agosto de 2010

Vazio que me preenche

O desespero toma conta.
O grito sai como se involuntariamente.
Minha sanidade já não agüenta.
O meu eco ressoa insistentemente.

Mas o que fazer se esse desespero não me abandona?
O que fazer pra tirar esse vazio da minha mente...
Será você a salvadora de meu tormento?
Saem de teus olhos a luz para o fim de meu desalento?

Mas quando penso que estou perto
Você se distancia da minha vida
Meu mundo é um deserto,
Onde ás vezes, penso não haver saída.

Passam-se noites, passam-se dias...
E as lembranças são as únicas mantidas vivas.
Talvez o resto de mim já se tenha esvaído,
Ou estará ainda a esperança da vida presa em teu misterioso sorriso?

Minha alma já não é minha.
Já não mora mais em mim.
E eu cumpro minha sina.
E acabo com minha vida assim.

Lentamente esse vazio,
Vai preenchendo o meu ser.
Rapidamente o destino,
Vai me encaminhando até você.

Oh morte que não me vem buscar.
Oh vida que não me quer deixar.
Deixe-me logo, ou faça-me forte.
Deixe-me agora, ou me dê armas contra a morte!

Em meus poemas vejo você,
Fecho meus olhos e vejo os seus.
Não sei se ao menos você me vê,
Ou são apenas os delírios meus.

Os meus pensamentos me condenam,
Toda essa minha falta de ser.
Todas as noites que passam,
Sem eu a poder ter.


Talvez teus pensamentos também se deixem levar.
E quem sabe numa das curvas eles venham me encontrar...
Não sei mais o que fazer, nem sei se sou eu capaz de lhe completar.
Mas se possível for, feliz eu ser, será apenas quando você finalmente me amar.



Por.: Jack Hellbounds & James Coperjine

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